sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Ano Novo

Todos devem estar com sua boa roupa branca para que o novo ano seja um dádiva. Pois bem, fiz também está jocosidade, vestindo uma réplica da camisa da Associação Atlética Caçapavense, clube da minha cidade, tão amada e tão odiada.
Claro que deixarei os melhores votos a todos os meus queridos amigos e companheiros, cada qual com sua qualidade e seu defeito.
Contudo, minhas palavras vão para algo que achava impossível: chorei hoje ao ver findar governo. Devo dizer que não foi aquilo que eu esperaria, contudo, calou minha boca,
Em vez de morrer no subdesenvolvimentismo da CEPAL, hoje acredito que é possível ter um cenário menos adverso. Não votei no Lula nas duas eleições, mas acredito que num país averso à revoluções, isto foi positivo. Não queria chorar, mas sei que amanhã serei emotivo.
Que o Brasil de 2011 seja melhor do que meus delírios.

FELIZ 2011

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Natal

Houve um certo descasso da minha parte para continuar escrevendo no blog. Talvez eu não seja tão atenado às modernidades para conseguir cumprir uma boa sacionalidade, ou, simplismente nada tenho de útil a escrever.

Bem, na véspera de Natal surgiu-me deixar algumas palavras.

Deveria pronunciar aquele bem construido Feliz Natal, tão conteudista que nada possui. Mas sou analfabeto nestas tradições bem delineadas e se escrever uma linda mensagem de Natal serei falso. Claro que acredito no espiríto natalinos, e nãos é sob o pretexto de temer a visita do Espírito do Natal Futuro.
Minha fala, como não poderia ser diferente, talvez seja um pouco moralista. Fico pasmo ao perceber que simplismente o Natal chegou. "Tudo bem", dirá um bom cidadão, "chega todo ano". Sei dessa lei da linearidade de nosso calendário: para o bem e para o mal 25 de dezembro sempre repetir-se-á até a eternidade.
O que contexto é a sensação de que chegou muito rápido.
A pedagogia, sempre esperta, dirá que foi porque crescemos, estamos noutro estágio de compreessão do mundo, em que Papai Noel está morto. Poderia contestar se um dia ele esteve vivo, mas seria deselegância da minha parte. O que percebo não é uma fase de transição da infância - construção seticentista - para a maturidade, mas sim a inserção em um soturno mundo no qual as coisas correm rápido demais.
Já não temos tempo para ver um pôr do sol, desfrutar de uma brisa, conversar sem compromisso, ficar no ócio ou cochilar. Somos obrigados a correr contra o tempo, como se este fosse um titã pronto a nos devorar.
Desculpem, não quero mais correr. Quero voltar a montar árvores, presépios e outras coisas mais. Quero voltar a dormir sem a hora como inimigo e acordar sem ter que pensar que sou vencedor.
Meu feliz natal não é tão FELIZ, porque é corrido e eu, infelizmente, não sou um corredor.

(Peço que relevem erros de digitação ou grafia)

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A Ressaca

A vitória de Dilma foi um alívio. Sei que perdi a capacidade de sorrir no últimos tempos, mas não posso ver com felicidade, por mais que tente.
Não vi uma questão chave para nossa sociedade ser debatida: reforma agrária. O máximo foi a imbecilidade do Serra querendo atacar o MST, defendendo a paz no campo. Falar em reforma agrária é tocar num pilar de nosso conservadorismo: a latifúndio. Seja dita a verdade que o latifúndio, quinhentista em seu nascimento, antecende a próprio capitalismo e sua legitimação da propriedade privada. Sem a reforma agrária ainda teremos explorados e por consequências milhares de miseráveis. Teremos também um preço inflacionado nos alimentos e uma produção esquizofrenica voltada apenas para a exportação monoculturista (a história se repete de fato ??).
Tenho dúvidas de como será a relação com a imprensa. Não creio que estaremos diante de um governo que vomitará censura, mas sim de uma imprensa golpistas e essa relação tem tudo para ser tumultuosa, que Dilma possua maestria, senão ...
Também não sorrio porque a educação ainda é algo problemático. Tenho ressalvas ao ProUni, em como ele sucateia o ensino de qualidade. Tenho temor de tomarmos como verdade o que é profetizado via Coréia do Sul: formar técnicos. Será a chave do Armagedon, pois esqueceremos da educação crítica e da formação de base para formar corpos técnicos com práticas conservadoras.
Por fim não sei como será lidar com o PMDB. A aliança com o passado que me vem à mente é a PSDB/PFL e que sabemos criou uma nova UDN, no pior aspecto da palavra.
Claro que esses temores podem sumir com o vento, podem ser apenas preocupação de um historiador subdesenvolvido, quero na verdade que estes pontos sejam superados e eu tenha que refazer meus apontamentos.
Por hora eu agradeço a eleição de Dilma, porque significou um duro golpe à classe média e seu pensamento retrógrado, como também significou, na luta de classe que estava sendo travada, a vitória do menos aburguesado, do mais compromissado com o povo e sobretudo, do menos pior.

sábado, 30 de outubro de 2010

A Nova UDN

Faltando poucas horas para o início do 2º turno das eleições, a nova UDN está perto de experimentar uma dura derrota.
A tríade PSDB, PPS e DEM são hoje o que foi a UDN no período entre ditaduras. O conservadorismo toma a pauta das discussões, com temas que não são de primeira grandeza, mas que acordam as senhoras e os senhores que rezam aos domingos e mal dizem tudo durante a semana. Foi assim que o aborto surgiu nas eleições e quase provocou uma soturna alteração.
A UDN possuía um pé na imprensa, usando dos meios de comunicação para tentar vencer as eleições, ou melhor, desestabilizar as eleições. Lacerda era o cão de guarda que ladrava irracionalmente e conseguiu atingir vários presidentes. Os novos Lacerdas valem-se do anonimato, próprio de sua covardia, e estão no lixo eletrônico de e-mails e blogs de "pensadores". Impressionaste como a classe média, leitora dessas mídias adora militância virtual, já que não é necessário sair de casa e é possível cumprir com a ânsia da imaginação vazia defendendo sua posição frágil no jogo sócio político.
Meus ex-colegas de escola pedem voto para seu candidato, o querido Serra. Sei que no Vale do Paraíba, pobre de ideias e escravocrata, o vencedor será o "moço do b(d)em", porém assusta que tão cedo proferirem o conservadorismo e, como pequenos burgueses que são, defendam uma proto consciência de classe: "não queremos que essa massa seja classe média".
É por isso que são psdbistas e se justificam com a bandeira do combate à corrupção ou do medo do autoritarismo. O grau genérico dessas acusações prova a esquizofrenia política, de quem comete pecados, achasse pudico e vê o demônio somente no vizinho.
A UDN dos anos 1950 que foi derrotada nas urnas, dizia defender a democracia, mas desqualificava o voto que não lhe era favorável, a nova também faz isso. Tem uma massa de conservadores, em especial os paulistas, quem lêem mal, escrevem mal,raciocinam mal. Não sei o que será depois Dilma eleita, mas aguardarei as pérolas golpistas. Salve a nova UDN.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

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Bem a partir de hoje vou reservar o direito de fazer como boa parte dos brasileiros: dar pitacos em tudo . Afinal de contas é assim que a Veja ainda é a maior revista semanal do Brasil