Hoje a Seleção Brasileira Masculina de futebol estreia na Copa do Mundo Fifa 2018. Em via de regra esse deveria ser um momento de grande expectativa para a população brasileira, o que parece não ocorrer neste ano. Há um clima de estranha normalidade no caminhar dessa Copa, como se fosse um torneio menor ou como se o interesse sobre o futebol tenha acabado, desmanchado no ar.
Bem, alguns motivos explicam isso. Dentro do campo, na esfera esportiva, pode-se explicar como uma grande ressaca pela derrota no Mineirão. Doí a alma um 7 a 1, ainda mais quando ele é em casa. Será sim um fantasma complexo, a viver por toda a vida de nosso futebol, assim como foi o Maracanazzo. Mas levantamos após tantas derrotas, portanto não é apenas essa questão que aflige a Copa.
Pode-se dizer que há um distanciamento da Seleção com a população, com atletas que saíram cedo do país, fizeram toda a carreira fora do Brasil. Não são grandes ídolos em clubes brasileiros, portanto, o elemento identitário que temos, reforçado no cotidianos, não existe. Talvez Neymar seja a exceção, mas aí há um ídolo, que por muitos motivos, não é ídolo de fato.
Há então razões externas. Elas passam por um processo de roubo das legitimidades. O primeiro desses roubos é mergulhar o país num amplo caos. Roubaram a democracia do Brasil - se é que um dia ela existiu - quando perder a eleição significou levar um Estado a uma crise social, política e econômica. Como senhores mimados, quem perdeu não entendeu a regras básicas do esporte e fez o que fez.
Um segundo roubo foi com nossos sonhos. Roubaram a ideia de um país com maiores justiças sociais. Não sei ao certo quando esse roubo começou, mas tem relação com quem desistiu de entender o Brasil e resolveu privatizar a vida, portanto, há muito tempo. Continuaram a vilipendiar, mas parece que nesses último tempos, com desgoverno isso cresceu.
Terceiro, há um roubo constante contra a Cultura Popular. O Carnaval é alienação; as Festas Juninas são religiosas; o Futebol é ópio; o samba é macumba. É nosso processo de conservadorismo, envolto em tons fundamentalistas. E aí, baluartes da mobilização, vem dizer que tudo isso é supérfluo, que mostra porque o país não progride. O país não progride porque se preocupa mais com que se beija, com quem fuma, com quem reza diferente, com quem privatiza mais. Desculpem-me gênios a cultura popular é resistência não é alienação; é formação integral.
Por fim, e acho que é o mais grave. Roubaram o nosso direito de vestir verde-e-amarelo. Quando visto a camisa amarelo parece que apoiei um Golpe contra a sanidade. Que vou a um tempo religioso destruir todos os outros. Parece que vou vender ao Capital meus sonhos. Parece que há um pato de plástico tão artificial e infantil a nos devorar. Roubaram a nossa torcida.
Mas os roubo parou. Não é nada de lavar a jato, porque de hipocrisia nos basta achar que ética é um conceito fechado e pronto a obedecer o status quo. Parou o roubo porque vamos subverter. Vestirei o manto da Seleção branco. Branco como foi em 1950, não pela nostalgia, mas porque quero gritar que sim, torcer para o futebol não faz de ninguém alienado. Faz parte de uma Comunidade Imaginada.
Faz parte da certeza que precisamos vencer fantasmas. Resinificar. A resistência está posta. Este será a Copa que nos devolverão o que nos foi subtraído.
Bem, alguns motivos explicam isso. Dentro do campo, na esfera esportiva, pode-se explicar como uma grande ressaca pela derrota no Mineirão. Doí a alma um 7 a 1, ainda mais quando ele é em casa. Será sim um fantasma complexo, a viver por toda a vida de nosso futebol, assim como foi o Maracanazzo. Mas levantamos após tantas derrotas, portanto não é apenas essa questão que aflige a Copa.
Pode-se dizer que há um distanciamento da Seleção com a população, com atletas que saíram cedo do país, fizeram toda a carreira fora do Brasil. Não são grandes ídolos em clubes brasileiros, portanto, o elemento identitário que temos, reforçado no cotidianos, não existe. Talvez Neymar seja a exceção, mas aí há um ídolo, que por muitos motivos, não é ídolo de fato.
Há então razões externas. Elas passam por um processo de roubo das legitimidades. O primeiro desses roubos é mergulhar o país num amplo caos. Roubaram a democracia do Brasil - se é que um dia ela existiu - quando perder a eleição significou levar um Estado a uma crise social, política e econômica. Como senhores mimados, quem perdeu não entendeu a regras básicas do esporte e fez o que fez.
Um segundo roubo foi com nossos sonhos. Roubaram a ideia de um país com maiores justiças sociais. Não sei ao certo quando esse roubo começou, mas tem relação com quem desistiu de entender o Brasil e resolveu privatizar a vida, portanto, há muito tempo. Continuaram a vilipendiar, mas parece que nesses último tempos, com desgoverno isso cresceu.
Terceiro, há um roubo constante contra a Cultura Popular. O Carnaval é alienação; as Festas Juninas são religiosas; o Futebol é ópio; o samba é macumba. É nosso processo de conservadorismo, envolto em tons fundamentalistas. E aí, baluartes da mobilização, vem dizer que tudo isso é supérfluo, que mostra porque o país não progride. O país não progride porque se preocupa mais com que se beija, com quem fuma, com quem reza diferente, com quem privatiza mais. Desculpem-me gênios a cultura popular é resistência não é alienação; é formação integral.
Por fim, e acho que é o mais grave. Roubaram o nosso direito de vestir verde-e-amarelo. Quando visto a camisa amarelo parece que apoiei um Golpe contra a sanidade. Que vou a um tempo religioso destruir todos os outros. Parece que vou vender ao Capital meus sonhos. Parece que há um pato de plástico tão artificial e infantil a nos devorar. Roubaram a nossa torcida.
Mas os roubo parou. Não é nada de lavar a jato, porque de hipocrisia nos basta achar que ética é um conceito fechado e pronto a obedecer o status quo. Parou o roubo porque vamos subverter. Vestirei o manto da Seleção branco. Branco como foi em 1950, não pela nostalgia, mas porque quero gritar que sim, torcer para o futebol não faz de ninguém alienado. Faz parte de uma Comunidade Imaginada.
Faz parte da certeza que precisamos vencer fantasmas. Resinificar. A resistência está posta. Este será a Copa que nos devolverão o que nos foi subtraído.