sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Natal

Houve um certo descasso da minha parte para continuar escrevendo no blog. Talvez eu não seja tão atenado às modernidades para conseguir cumprir uma boa sacionalidade, ou, simplismente nada tenho de útil a escrever.

Bem, na véspera de Natal surgiu-me deixar algumas palavras.

Deveria pronunciar aquele bem construido Feliz Natal, tão conteudista que nada possui. Mas sou analfabeto nestas tradições bem delineadas e se escrever uma linda mensagem de Natal serei falso. Claro que acredito no espiríto natalinos, e nãos é sob o pretexto de temer a visita do Espírito do Natal Futuro.
Minha fala, como não poderia ser diferente, talvez seja um pouco moralista. Fico pasmo ao perceber que simplismente o Natal chegou. "Tudo bem", dirá um bom cidadão, "chega todo ano". Sei dessa lei da linearidade de nosso calendário: para o bem e para o mal 25 de dezembro sempre repetir-se-á até a eternidade.
O que contexto é a sensação de que chegou muito rápido.
A pedagogia, sempre esperta, dirá que foi porque crescemos, estamos noutro estágio de compreessão do mundo, em que Papai Noel está morto. Poderia contestar se um dia ele esteve vivo, mas seria deselegância da minha parte. O que percebo não é uma fase de transição da infância - construção seticentista - para a maturidade, mas sim a inserção em um soturno mundo no qual as coisas correm rápido demais.
Já não temos tempo para ver um pôr do sol, desfrutar de uma brisa, conversar sem compromisso, ficar no ócio ou cochilar. Somos obrigados a correr contra o tempo, como se este fosse um titã pronto a nos devorar.
Desculpem, não quero mais correr. Quero voltar a montar árvores, presépios e outras coisas mais. Quero voltar a dormir sem a hora como inimigo e acordar sem ter que pensar que sou vencedor.
Meu feliz natal não é tão FELIZ, porque é corrido e eu, infelizmente, não sou um corredor.

(Peço que relevem erros de digitação ou grafia)

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