domingo, 12 de agosto de 2012

Manequeísmo: derrota e vitória


Na derrota tudo falha e na vitória tudo funciona. Maniqueísmo interessante que paira sobre o esporte e que ganha mais volúpia em certos momentos, com certos atores. Quando a carência de sucessos no cotidiano dá as mãos para a falta de conhecimento e numa celebração rançosa, juntam os trapos, a dualidade vira preconceito, reação e ódio. Este país  que acha ter cultura esportiva, mas tem apenas meia dúzia de frases feitas sobre futebol, faz isto sempre que eventos esportivos ganham o grande público.

Tomemos como exemplo a mais injustiçada representação esportiva do Brasil: vôlei feminino. Não é injustiçada pela falta de dinheiro ou de estrutura, porque neste aspecto, se quisermos versar sobre injustiça, outros exemplos são mais cabíveis. Paira sobre as atletas que representam o Brasil nas quadras tudo aquilo que é o conservadorismo tupiniquim.

A cada derrota elas são descontroladas emocionalmente, que reunidas em grupo não sabem ser profissionais. “Mulheres de Vênus”, cheias de desequilíbrios. Perdem para a concentração que não possuem, para o empenho que deixam escapar e para o psicológico instável, típico de uma “nação” cheia de debilidades por sua formação “multi racial”. Mas quando vencem, são a superação das adversidades, são a garra de um povo sofrido pelo espólio colonial e, sobretudo, o talento inerente na irreverência  e naquela mesma emoção, soturna de outrora.

Mas não deveríamos esquecer este discurso de que elas são instáveis porque são mulheres? Não deveríamos esquecer que elas são coitadas que se superam? Não deveria ser sepultado essa explicação que nada explica ao dizer que “amarelaram”?Claro que deveríamos. Mas aí precisaria começar a explicar as vitórias e as derrotas  com fundamentos. 

Por exemplo: José Roberto Guimarães teria que deixar de ser gênio, para ser um técnico que fez escolhas erradas na montagem do time, que geriu errado crises internas, que fez apostas desnecessárias e que teima em falas  sexistas. Teria que ser também o técnico que fez um trabalho físico que minimizou as lesões da temporada brasileira, não teve medo de mudanças táticas e passou confiança a suas atletas.  

Estamos prontos para isso ? Estamos prontos para olhar além do resultado? Estamos prontos para deixar de criar vilões e heróis? Estamos prontos para ser inteligentes ?

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Melhor perder, porque se ganhassemos ...

Começo a pensar que no atual cenário, com o modelo escolhido para  o fomento ao esporte - investir apenas no topo e deixar o elemento lúdico de lado - o melhor que pode nos acontecer é perder.

Se Robert Scheidt e Bruno Prada conquistassem o ouro, como favas que eram contadas antes dos Jogos, continuaríamos com a impressão de que a Vela é um esporte de sucesso no Brasil.. Perder, neste caso, pode demonstrar como este esporte é jogado às traças. Não toquemos em seu recorte classicista, em seu valor simbólico, mas pensemos que os bons resultados do país na modalidade são fruto apenas de atleta acima da média como Scheidt e Prada ou mesmo do campeão mundial Bimba. A Confederação Brasileira de Vela sofreu intervenção nos últimos anos por má administração. Os atletas tem que caçar as migalhas e juntar suas moedas para as competições. Pouco se fala, mas o Brasil possuía uma outra grande dupla na Classe Star, mas Torben Grael pôs fim à parceria com Marcelo Ferreira - entre outros motivos - pela falta de investimento na Vela Olímpicas; preferiu o sucesso na Vela Oceânica.

Se o atletismo trouxesse medalhas, continuaríamos achando maravilhoso os planos de uma Confederação Brasileira de Atletismo, chefiada a 25 anos pelo mesmo presidente, Roberto Gesta de Melo. Estaríamos coroando um modelo que investe mal seus recursos - há relatórios do TCU que denunciam a má gestão nos gastos desta confederação fomentada como dinheiro da Caixa - que enclausurada no seu feudo em Manaus não viabilizou centro de treinamentos de qualidade, não investiu na massificação do esporte, sequer lutou por espaço das competições nacionais na mídia - vale lembrar que o atletismo é o carro chefe da audiência de qualquer evento multi esportivo internacional.

Se a natação melhorasse seu desempenho, com mais finais (três nadadores em cinco finais foi o que conseguimos) e mais medalhas, estaríamos passando cedro e coroa lustrados a um modelo gerenciado pelo mesmo presidente de confederação desde 1988, Coaracy Nunes Filho. Os clubes sãominguados, podendo dizer que Pinheiros e Minas de fato possuem estrutura para a natação em alto nível. Flamengo, infelizmente para o esporte, tem seus rompantes. Não há centros de excelência, não há renovação na natação feminina. Vive-se de ídolos como Thiago Pereira, Cesar Cielo, Kaio Márcio e Felipe Santos,os poucos com contínuos resultados internacionais expressivos nos últimos anos.

Nada seria mais doloroso do que a vitória do futebol feminino. Uma medalha de ouro seria uma justa premiação a atletas e profissionais batalhadores, desta que é a mais sofrida modalidade feminina do Brasil. Mas esqueçam o discurso de que isso faria o país dar os olhos ao futebol feminino. Não o fez quando teve resultados melhores que o masculino. O ouro serviria de opeáceo, enebriando os sentidos críticos e fazendo acreditar que nada precisa mudar.

Pelo futuro de nossos esportes, talvez, precisemos de um presente soturno.                                             

sábado, 4 de agosto de 2012

Decepção ?

Maus resultados surgem e precisamos de culpados. De preferência bem esquálidos, que diante do nosso juízo pecaminoso, não revidem e ofereçam todo o corpo à violência. É pré-requisito não entender do que se fala, das especificidades dos esportes comentados, mas na língua afiada ter as palavras decepção e "amarelar". Refletir sobre o que de fato ocorreu em cada insucesso e ir além do discurso do fracasso nacional, isso não conseguiu fazer.

Essas meninas que ousam adentrar ao genuíno espaço masculino falharam de novo. Agora para o Japão (?). Vamos procurar dezenas de cruzes. Não vamos citar que mesmo com bons resultados nas duas últimas Olimpíadas pouco se fez por uma estrutura de futebol feminino. Em vez de investimento, sexismo. Uma hora o talento excepcional de Marta e de Cristiane sucumbiria aos investimentos em treinamento feitos por times como o Japão, Canadá ou Inglaterra (Grã Bretanha).

Podemos usar parte do discurso da falta de estrutura para o basquete feminino. Não temos liga consolidada e trabalho de base. Mas o basquete que faz "campanha humilhante" tem suas peculiaridades: comissões técnicas sucedendo-se em atraso de treinamento; brigas internas e para coroar uma ex- rainha que se acha, com o cedro de cartola, comentarista e treinadora.

E Cielo ? Este deveria ganhar e pronto. Afinal de contas é bem nascido, treinou no EUA. Pena que não são tão bem nascidos e nem treinaram nos EUA o magote que o alçou como sobre humano, herói maior de um lugar de vilas e de vilões. Cielo tinha bons tempos, mas numa natação em decadência, falta clube para treinar e gente para pensar, o fracasso e sucesso estavam junto no baile. Qualquer um deles poderia fazer a corte e chamar para a sinfonia final.

Fabiana Murer e o vento: grandes piadas. Uma que ninguém contou. Ela mudou seu treinamento para vencer Isinbayeva, esqueceu-se de fazer sua parte. A desculpa é ruim, mas segurem as cruzes. Não é falta de brio que ocorreu ali, mas treinos equivocados e uma estratégia de salto errada: em vez de tirar o nervosismo e se adaptar ao vento em saltos mais fáceis - assim como vez no Pan em 2011 - ela escolheu começar em 4,50 m. soçobrou.

Com o modelo de esporte que estamos adotando, investindo apenas no alto rendimento já consagrado, a decepção seria que houvesse sucesso.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Seria o fim do Vôlei?

Que os dirigentes do esporte brasileiro primam por má gerência no esporte não é segredo. Um desavisado, com um pequeno olhar, dará conta disso. E no meio deste tenebroso mar, há uma ilha de excelência chamada Vôlei. Então, sendo um exemplo, não cabe dizer que os atuais maus resultados das seleções brasileiras sejam fruto de uma estrutura carcomida. A culpa, seria, portanto, do amarelismo - sem verde oliva - de nossos atletas e técnicos, certo? Bem ... não!

A ilha não é tão segura assim. Existem monstros que a rondam com avidez. Um deles é o continuísmo. O presidente da CBV é o mesmo desde 1997 e é parte de um grupo que está lá a décadas. Tudo bem que tivemos muitas vitórias para contabilizar, mas a continuidade impede novas reflexões e com o tempo vira anacronismo. Do ponto de vista político, mesmo que se tenha alguma simpatia pelo absolutismo, sabemos muito bem que este regime nos dias atuais tende ao fracasso, senão para os líderes, ao menos para os liderados.

Outro ponto é o investimento no alto rendimento. Criou-se uma grande estrutura para os atletas de rendimento, algo que merece os aplausos, mas e o que se fez pelo esporte escolar? Pelo elemento recreativo? Ou mesmo para a população idosa? E o vôlei adaptado? Perguntas que ficam bailando com o silêncio.

A estrutura dos clubes que empregam profissionais da área é boa? Pensemos. Todo ano, pelo menos um time da Super(?) liga, fecha as portas por problemas financeiros. Mercadologicamente os times não se organizam para gerar receitas e ainda inflacionam salários. Sem contar o recorte de gênero, em que uma estrela no masculino chega a ganhar 5 vezes mais do que uma estrela do feminino.

Do ponto de vista de planejamento. Clubes e Seleção se engalfinham no calendário, deixando os principais jogadores e jogadoras em estado lastimável. Ora, vejam agora, o quanto se reclama de lesões e falta de preparo físico.

E no nosso complexo de excelência fechamos os olhos para o estrangeiro. Achamos que nossos campeonatos nacionais - dito pela imprensa como o melhor do mundo - se basta. Não se faz intercâmbios, jogadores competem aquém de suas possibilidades e não se forma um novo plantel de técnicos.

Por fim, como cereja no doce, não criamos torcedores, criamos expectadores de vitória. E como a expressão diz, vão para ver as vitórias, quando elas não veem - algo comum ao esporte - vociferam. Dizem que o bonitão ali amarelou, que a lindinha aqui não tem condições psicológicas de jogar. Parece que todos os jogadores e as jogadoras são sociopatas em potencial.

Bem, aí está o resultado: falhas no alto rendimento, massificação mínima e bichos de picadeiro blasfemando os "artistas" que não os fazem regozijar o suficiente.


quarta-feira, 1 de agosto de 2012

E agora o Handebol ?

Com as três vitórias do time feminino de handebol do Brasil nestas Olimpíadas - melhor resultado entre as quatro seleções de esportes coletivos que o Brasil classificou para Londres - começam a surgir os ufanismos, os absurdos e as máscaras.

A cobertura que a Seleção recebeu até agora foi pífia frente suas possibilidades. A preocupação maior até então era mostrar um jogo exótico, em que meninas ainda não ranqueadas nas listas de beleza, eram comandadas por um "gringo". E como exotismo mostrar que o dinamarquês estava adaptado, afinal de contas, ninguém resiste à brasilidade - seja lá o que isto signifique.

Agora o time passa a ser olhado com volúpia, começam a surgir especialistas - muitos do futebol, afinal de contas é apenas um futebol jogado com as mãos este esporte exótico - e nos brindaram com a ignorância. Sabendo coisa alguma, demonstrarão estatísticas e previsões de um vidente cego. E aí, como sempre, vão insuflar as expectativas. Dirão - ou melhor, já dizem - que a caminhada é para o ouro. Portanto, a partir de agora, o monstro está  criado: se o Brasil perder nas quartas de final, mesmo tendo feito um resultado histórico - será o cataclismo, a prova de que as meninas sofrem de descontrole emocional, que "amarelaram". Não orgulho, mas vergonha.

Não cabe num país de vencedores, de indivíduos que na alegria e na tristeza jamais desistem, perdedores. Vamos mascarar avanços que podem ser tomados para outras áreas e esquecer que existem graves problemas na modalidade no Brasil.  O bom trabalho irá para a latrina e o mamembe continuará em ação.

Impressionante como nossa imprensa e nossos queridos entendidos em nada forjam o senso comum e sepultam o que ainda nem nasceu.


PS: Em tempo, Ministro, se o senhor não sabia que existe campeonato de handebol feminino no Brasil, significa que o senhor desconhece um dos possíveis destinos aos investimentos públicos no esporte. Complicado !







terça-feira, 31 de julho de 2012

O que pensar com as derrotas e com as vitórias.

E todos esperavam que o judô brasileiro fosse soberano. É claro, ansiosos e superficiais como somos ao falar de esporte, depois do começo promissor, esperávamos grandes resultados. Mas em três dias, seis decepções e parece que tudo é soturno.

Pouco importa que já seja uma das melhores participações do Brasil na modalidade. Pouco importa que o judô seja uma das mais ingratas modalidades, afinal tomar um ace, um gol ou uma cesta de três não significa, necessariamente, o fim, mas tomar um golpe perfeito sim. Sendo um esporte com características que tanto fomentam as surpresas, favoritos perderem é normal. Caso contrário teríamos japoneses medalhado em grande quantidade, com franceses, russos e brasileiros de meros coadjuvantes.

E uma possível maldição que desça sobre nossos favoritos desde Sidney deve ser de pronto esquecida. Edinanci, Carlos Honorato, João Derlei e Luciando Corrêa - assim como Leandro Guilheiro - foram estudados pelos adversários, que ali viam a grande luta de suas carreiras. A tese sobrenatural deve figurar no limpo junto com aquela que acusa todas as nossas derrotas - e nunca as nossas vitórias - como resultado de nossa destemperança e subdesenvolvimento.

E como um agente das trevas que sempre clama por um novo roteiro audiovisual, basta uma derrota para que o mito da tolerância vá à cozinha se embebedar de café e tome conta da sala de jantar o ranço do preconceito. Perde-se e ganha no esporte por questões complexas, que passam por vários treinamentos físicos, táticos, técnicos e emocionais, independente de você ser filho da mestiçagem freyriana ou não. O que fizeram com Rafaela Silva, apedrejando a menina em redes sociais é a prova de que esta "sociedade brasileira" é não só herdeira como produtora da Casa Grande.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Potência (?) no Quadro de Medalhas

Vamos brincar de potências!

Ora, o sábado foi sorridente aos nossos atletas. Duas medalhas do tão prometido judô. De Sarah Menezes poderíamos esperar, de Felipe Menezes uma grata surpresa. Ainda temos outros favoritos, mas é uma premiação ao judô em especial ao feminino, que nos últimos anos venceu muito dos preconceitos e conseguiu merecido reconhecimento. Talvez sejamos um pouco rabugentos e este seja um esporte, que através de seus projetos sociais, cumpra com um nobre objetivo de não ser apenas um estandarte de rendimento.

E a medalha de Thiago Pereira? Essa talvez seja uma das mais saborosas. Alçaram este garoto a semideus pelos bons resultados no Pan do Rio. Visto que ele é humano e concorria com um sobre humano - Phelps - não restou alternativa a não ser jogá-lo ao hades. E agora o atleta - não o semideus, não o condenado - sai com um bela medalha de prata.

Pronto, três medalhas em um só dia e nossas principais armas ainda estão guardadas. Pronto, enfim depois de tantas frustrações, de quase sem anos como figurante somos protagonistas. Veio um e disse que ganhamos em um dia o que o Brasil - ou seria o tiro esportivo composto de homens das Forças Armadas ? - mais do que em sua primeira Olímpíada. Outros tantos gênios colaram que estávamos em primeiro no quadro de medalhas. Então se as Olimpíadas terminassem hoje ....  Lindo, agora somos potência.

Bem, o quadro de medalhes, do jeito que é posto não representa as amplitudes esportivas de um país. É uma peça anacrônicas, como super heróis de azul contra monstros de vermelho. Mas se ainda queremos nos basear pelo quadro, mostrar que somos potências e curtir, de forma êfemera, estar em "primeiro nos Jogos" sugiro que abandonemos todos os investimentos e gastemos apenas com o tiro. Sim, voltemos à origem. Só gastemos com o tiro. Afinal de contas, sendo o primeiro a premiar, seremos por algumas horas os "campeões" no quadro de medalhas.

sábado, 28 de julho de 2012

Medalhas Olímpicas

Cabe, agora com o primeiro dia de competições de esportes olímpicos - já que o futebol é um alienígena - iniciar os pitacos. Como não poderia ser diferente, há que se brincar de projeção de medalhas.

Os bem aventurados do COB, esses senhores que dizem que o Brasil está virando uma grande potência esportiva, que o Pan de 2007 foi um sucesso e que está tudo em ordens para os legados de 2016, falam em 15 medalhas. Quatro ciclos olímpicos depois, alguns bilhões de reais públicos investidos, estaríamos num patamar parecido com Atlanta. Ganhar medalhas não é o maior sinal de evolução esportiva, mas pode significar que um esporte ganhou em organização e praticantes. Este segundo ponto é o decisivo, aumentar o número de praticantes de uma modalidade esportiva: ganho social que merece atenção em momento oportuno.

Pois bem, esperar pouco significa cumprir sempre as metas e caso faça mais atingir um sucesso extra ordinário. E claro dizer que estamos evoluindo, quando na verdade só estamos inchando.

Vamos lá para as chances de medalha

Atletismo: Fabiana Murer
OBS: Os atletas de maior rendimento tem que treinar, ainda, no exterior. Pedagogicamente, base de muitos esportes, o atletismo não está nas escolas. Não há praças esportivas, incluindo nas universidades, que atendam às necessidades das provas pista e campo.
 
Basquete: Masculino
OBS: Mesmo tendo melhorado muito na organização, carece de locais públicos para a prática.

Boxe: Everton Lopes
OBS: A estrutura do boxe nacional continua débil, com os atletas tendo que se sujeitar a um profissionalismo mambembe e arriscado. Em muitos casos passam do boxe para o MMA em busca de melhores oportunidades. Ainda vive de projetos sociais isolados e minguados.

Futebol: Feminino e Masculino.
OBS: Há pergunta a ser feita é se de fato existe um futebol feminino no Brasil.
 
Ginástica: Arthur Zanetti
OBS: Temos uma Confederação problemática e como componente escolar, fundamental, está esquecido.


 Handebol: Feminino
OBS: Quase toda a seleção joga fora do país. Ainda bem, pois não há uma liga - inclusive no masculino- aceitável. Como uma das modalidades esportivas coletivas mais completas não possui locais para prática e está esquecida nas escolas.

Judô: Mayra Aguiar, Leandro Guilheiro, Sarah Menezes, Thiago Camilo e Leandro Cunha.
OBS: arte marcial mais popular no Brasil, passou a integrar componentes educacionais que seria um grande ganho social.

Natação: Cielo nos 50 m  e 100m livres ; Felipe França 100 m peito.
OBS: Nossas atletas ainda dependem de treinos no exterior, nossos parques aquáticos são atrasados, não existe possibilidade de locais públicos para o nado em piscinas. A natação feminina não tem a mesma atenção, goza de resultados modestos.

Pentatlo Moderno: Yane Marques.
OBS: Se individualmente temos problema com a natação, a esgrima, o tiro esportivo, o atletismo e hipismo imaginem somar os cinco.
Vela: Robert Scheid e Bruno Prada; Ricardo Winicki
OBS: É um esporte ainda elitizado, sem possibilidades concretas de uso para o lazer. Faltam locais de prática e materiais acessíveis.

Vôlei: Masculino e Feminino
OBS: Sob o trágico mito da organização desfarçamos um esporte sexista, com graves problemas na organização de clubes.

Vôlei de Praia: Alisson e Emanuel; Ricardo e Pedro Cunha; Juliana e Larissa.
OBS: Vive no mito do vôlei.