E vem dizem-nos um milhão de
vezes, como naqueles cânticos mal ressoados no claustro da abadia, que o
esporte paramentado de heróis olímpicos, se faz nas escolas. Se já não bastasse
o tanto de peso que os seguidores de Capanema colocaram sob esta instituição, –
com ar impávido e colossal – mais um para emergir dos livros de alfabetizar que
ninguém lê. Irei anuir em tom irônico para perder amigos, mas ganhar a
discussão. O celeiro – palavra que tanto remete a nosso passado agrícola teve
ter hora e vez em outros Augustos Matracas. Contudo, pensando na seção
universitária deste esporte, com um clamor quase de manifesto, mas sem
antropofagia que nos fez tão bem ainda ontem, teço algumas considerações.
Primeiro que ele deve ser feito
por uma parceria de instituições de ensino e seus discentes. Não há outro
caminho. Jogos não lúdicos em torno do neoliberalismo hão de fracassar. É no diálogo
horizontal, nas propostas comuns que se faz uma verdadeira política em esporte
universitário. Menções desconexas e citações rasteiras também não dão conta. Coletivo
e discussão, primeiro ponto e chamem Caronte porque se este não for cumprido
precisaremos de um bom atravessador e moedas de ouro.
Segundo ponto é planejamento. Jargão
gasto e sem uso nos ramos administrativos, muito bom quando se quer passar
seriedade e se deixa o conteúdo no lavabo. Planejamento significa não se esgotar
nos louros ou espinhos de um evento. Ir além, pensar sistematizado o que
inserir e o que suprimir: por onde andar e por onde ir. E neste ponto,
desculpem os desavisados, aos que querem glórias, aqui as sereias são devoradoras de gente e os tesouros
maldições milenares. Quem quer reconhecimento que busque a segunda porta à
esquerda.
Por fim um elemento de
integração e diversão. Em vez de um treinamento tacanho com ordens unidas e
verde oliva no fundo de tela, o esporte na universidade deve divertir, atrair
pessoas, integrar grupos distintos. Formação social que é parte importante da
formação profissional e intelectual, jamais indissolúvel. O esporte como
pedagogia, é aqui o norte fundamental.
Um projeto que tenha em seu
escopo estes eixos merece o apoio. O resto que soçobre tormentas do Bojador.