Não ouso pensar qual é o resultado do jogo contra a Alemanha. Na verdade, acho que em algum mundo paralelo esse jogo não vai ocorrer, em outro a Seleção vencerá e ainda há um, soturno, no qual perdemos de forma vexatória. Nunca sei em qual estou, nunca sei em qual acordarei, mas o resultado é banal.
O interessante é que a Copa que parecia uma grande derrota tem seus pontos de vitória. Se o melhor futebol ganhar amanhã e voltarmos à Brasília no sábado, decidiremos com lágrimas um terceiro lugar e 64 anos de um trauma serão reescritos, contudo, estão abertas possibilidade de outra leitura.
Vimos uma Copa que ganhou reconhecimento dos estrangeiros e que soube construir uma imagem positiva de Brasil. Uma imagem que internamente parte de nossa sociedade refuta. Longe de ser uma imagem confiável, cabe pensar se as mazelas tão cantadas em nossos rincões não estão além de nossos ranços, senão são parte de um sistema universalizado de exclusão e desigualdade. Quando percebemos que não somos uma ilha de concreto poderemos pensar as mazelas sociais num nível macro e procurar discussões e eventuais soluções para além de nosso patriotismo pacheco.
Houve a derrota relativa de parte de uma mídia golpista que tanto enxerga unicórnios. O caos que previam e que seria manter conservadorismo em riste não ocorreu. Houve sim a escárnio de mídias internacionais ao mambembe senso crítico de nossas "mídias".
Há uma percepção de que sabemos que discursos tem que ser combatidos. Dos que acham que a Seleção perder é a derrota do PT, quando é a derrota de uma prática cultural que transcende o partido, além de continuar defendendo currais eleitorais. Ora, desculpem, mas quem pensa que a Seleção ganhar ou perder define os rumos da política é quem acha que a sociedade é limitada.
São vitórias relativas, mas amanhã vencer também é relativo. Só por favor, lembrem que Neymar não é Pelé. Não o condenem tão cedo. Nem pensem que teremos um Amarildo, porque ainda, em muitos sentidos estamos procurando um Garrincha.
O interessante é que a Copa que parecia uma grande derrota tem seus pontos de vitória. Se o melhor futebol ganhar amanhã e voltarmos à Brasília no sábado, decidiremos com lágrimas um terceiro lugar e 64 anos de um trauma serão reescritos, contudo, estão abertas possibilidade de outra leitura.
Vimos uma Copa que ganhou reconhecimento dos estrangeiros e que soube construir uma imagem positiva de Brasil. Uma imagem que internamente parte de nossa sociedade refuta. Longe de ser uma imagem confiável, cabe pensar se as mazelas tão cantadas em nossos rincões não estão além de nossos ranços, senão são parte de um sistema universalizado de exclusão e desigualdade. Quando percebemos que não somos uma ilha de concreto poderemos pensar as mazelas sociais num nível macro e procurar discussões e eventuais soluções para além de nosso patriotismo pacheco.
Houve a derrota relativa de parte de uma mídia golpista que tanto enxerga unicórnios. O caos que previam e que seria manter conservadorismo em riste não ocorreu. Houve sim a escárnio de mídias internacionais ao mambembe senso crítico de nossas "mídias".
Há uma percepção de que sabemos que discursos tem que ser combatidos. Dos que acham que a Seleção perder é a derrota do PT, quando é a derrota de uma prática cultural que transcende o partido, além de continuar defendendo currais eleitorais. Ora, desculpem, mas quem pensa que a Seleção ganhar ou perder define os rumos da política é quem acha que a sociedade é limitada.
São vitórias relativas, mas amanhã vencer também é relativo. Só por favor, lembrem que Neymar não é Pelé. Não o condenem tão cedo. Nem pensem que teremos um Amarildo, porque ainda, em muitos sentidos estamos procurando um Garrincha.
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