domingo, 22 de dezembro de 2013

Handebol campeã, quebrando até as regras da lógica

Às vezes os olhos não acreditam.

São lentos e imperfeitos, tão fáceis de serem enganados. Mas hoje, um domingo, um dia tão cinza, os olhos não se enganaram.
Na verdade, quem foi enganada foi a Lógica. Uma senhora velha, ocidental, servindo aos mandos, nunca à rebeldia. Hoje, no entanto, como muitos, ela se curvou. Curvou-se diante de um time de atletas, batalhadoras, superadoras.

Somos o país do Futebol, infelizmente. Nenhum lugar devia ser resumido a um mero substantivo. Mas somos ainda. Os gols da rodada, as explicações para a derrota do Galo, os casos de Neymar. Ainda são essas as manchetes. Mas a Lógica era que apenas um rodapé, na página dos Outros Esportes é que o Handebol deveria aparecer.

Nosso metier é a bola nos pés, é assim que fazemos gol. Ah Dona Lógica, gols são feitos com a mão. Com tiros certeiros, com jogadas de pivô, de ponta, de vibração, de técnica e de tática. Para tantos e tantos, foi só mais um domingo de gols, para nós que acreditamos, que somos ilógicos, foram os gols mais lindos. De meninas, não porque são frágeis ou infantilizadas, como bem faz nosso tacanho patriarcalismo. São meninas porque somos também meninas e meninos. Moleques em júbilo, brincando e sonhando.

O Brasil é campeã. Desculpe Camões, mas seria lógico reverenciá-lo, mas hoje quero ser ilógico.

PS: existem pontos que devem ser melhorados, mas a crítica fica para a segunda, porque sendo ela chata e as palavras imperfeitas, será mais coerente, ficar para depois 

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