sábado, 28 de julho de 2012

Medalhas Olímpicas

Cabe, agora com o primeiro dia de competições de esportes olímpicos - já que o futebol é um alienígena - iniciar os pitacos. Como não poderia ser diferente, há que se brincar de projeção de medalhas.

Os bem aventurados do COB, esses senhores que dizem que o Brasil está virando uma grande potência esportiva, que o Pan de 2007 foi um sucesso e que está tudo em ordens para os legados de 2016, falam em 15 medalhas. Quatro ciclos olímpicos depois, alguns bilhões de reais públicos investidos, estaríamos num patamar parecido com Atlanta. Ganhar medalhas não é o maior sinal de evolução esportiva, mas pode significar que um esporte ganhou em organização e praticantes. Este segundo ponto é o decisivo, aumentar o número de praticantes de uma modalidade esportiva: ganho social que merece atenção em momento oportuno.

Pois bem, esperar pouco significa cumprir sempre as metas e caso faça mais atingir um sucesso extra ordinário. E claro dizer que estamos evoluindo, quando na verdade só estamos inchando.

Vamos lá para as chances de medalha

Atletismo: Fabiana Murer
OBS: Os atletas de maior rendimento tem que treinar, ainda, no exterior. Pedagogicamente, base de muitos esportes, o atletismo não está nas escolas. Não há praças esportivas, incluindo nas universidades, que atendam às necessidades das provas pista e campo.
 
Basquete: Masculino
OBS: Mesmo tendo melhorado muito na organização, carece de locais públicos para a prática.

Boxe: Everton Lopes
OBS: A estrutura do boxe nacional continua débil, com os atletas tendo que se sujeitar a um profissionalismo mambembe e arriscado. Em muitos casos passam do boxe para o MMA em busca de melhores oportunidades. Ainda vive de projetos sociais isolados e minguados.

Futebol: Feminino e Masculino.
OBS: Há pergunta a ser feita é se de fato existe um futebol feminino no Brasil.
 
Ginástica: Arthur Zanetti
OBS: Temos uma Confederação problemática e como componente escolar, fundamental, está esquecido.


 Handebol: Feminino
OBS: Quase toda a seleção joga fora do país. Ainda bem, pois não há uma liga - inclusive no masculino- aceitável. Como uma das modalidades esportivas coletivas mais completas não possui locais para prática e está esquecida nas escolas.

Judô: Mayra Aguiar, Leandro Guilheiro, Sarah Menezes, Thiago Camilo e Leandro Cunha.
OBS: arte marcial mais popular no Brasil, passou a integrar componentes educacionais que seria um grande ganho social.

Natação: Cielo nos 50 m  e 100m livres ; Felipe França 100 m peito.
OBS: Nossas atletas ainda dependem de treinos no exterior, nossos parques aquáticos são atrasados, não existe possibilidade de locais públicos para o nado em piscinas. A natação feminina não tem a mesma atenção, goza de resultados modestos.

Pentatlo Moderno: Yane Marques.
OBS: Se individualmente temos problema com a natação, a esgrima, o tiro esportivo, o atletismo e hipismo imaginem somar os cinco.
Vela: Robert Scheid e Bruno Prada; Ricardo Winicki
OBS: É um esporte ainda elitizado, sem possibilidades concretas de uso para o lazer. Faltam locais de prática e materiais acessíveis.

Vôlei: Masculino e Feminino
OBS: Sob o trágico mito da organização desfarçamos um esporte sexista, com graves problemas na organização de clubes.

Vôlei de Praia: Alisson e Emanuel; Ricardo e Pedro Cunha; Juliana e Larissa.
OBS: Vive no mito do vôlei.


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