segunda-feira, 30 de julho de 2012

Potência (?) no Quadro de Medalhas

Vamos brincar de potências!

Ora, o sábado foi sorridente aos nossos atletas. Duas medalhas do tão prometido judô. De Sarah Menezes poderíamos esperar, de Felipe Menezes uma grata surpresa. Ainda temos outros favoritos, mas é uma premiação ao judô em especial ao feminino, que nos últimos anos venceu muito dos preconceitos e conseguiu merecido reconhecimento. Talvez sejamos um pouco rabugentos e este seja um esporte, que através de seus projetos sociais, cumpra com um nobre objetivo de não ser apenas um estandarte de rendimento.

E a medalha de Thiago Pereira? Essa talvez seja uma das mais saborosas. Alçaram este garoto a semideus pelos bons resultados no Pan do Rio. Visto que ele é humano e concorria com um sobre humano - Phelps - não restou alternativa a não ser jogá-lo ao hades. E agora o atleta - não o semideus, não o condenado - sai com um bela medalha de prata.

Pronto, três medalhas em um só dia e nossas principais armas ainda estão guardadas. Pronto, enfim depois de tantas frustrações, de quase sem anos como figurante somos protagonistas. Veio um e disse que ganhamos em um dia o que o Brasil - ou seria o tiro esportivo composto de homens das Forças Armadas ? - mais do que em sua primeira Olímpíada. Outros tantos gênios colaram que estávamos em primeiro no quadro de medalhas. Então se as Olimpíadas terminassem hoje ....  Lindo, agora somos potência.

Bem, o quadro de medalhes, do jeito que é posto não representa as amplitudes esportivas de um país. É uma peça anacrônicas, como super heróis de azul contra monstros de vermelho. Mas se ainda queremos nos basear pelo quadro, mostrar que somos potências e curtir, de forma êfemera, estar em "primeiro nos Jogos" sugiro que abandonemos todos os investimentos e gastemos apenas com o tiro. Sim, voltemos à origem. Só gastemos com o tiro. Afinal de contas, sendo o primeiro a premiar, seremos por algumas horas os "campeões" no quadro de medalhas.

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