Começo a pensar que no atual cenário, com o modelo escolhido para o fomento ao esporte - investir apenas no topo e deixar o elemento lúdico de lado - o melhor que pode nos acontecer é perder.
Se Robert Scheidt e Bruno Prada conquistassem o ouro, como favas que eram contadas antes dos Jogos, continuaríamos com a impressão de que a Vela é um esporte de sucesso no Brasil.. Perder, neste caso, pode demonstrar como este esporte é jogado às traças. Não toquemos em seu recorte classicista, em seu valor simbólico, mas pensemos que os bons resultados do país na modalidade são fruto apenas de atleta acima da média como Scheidt e Prada ou mesmo do campeão mundial Bimba. A Confederação Brasileira de Vela sofreu intervenção nos últimos anos por má administração. Os atletas tem que caçar as migalhas e juntar suas moedas para as competições. Pouco se fala, mas o Brasil possuía uma outra grande dupla na Classe Star, mas Torben Grael pôs fim à parceria com Marcelo Ferreira - entre outros motivos - pela falta de investimento na Vela Olímpicas; preferiu o sucesso na Vela Oceânica.
Se o atletismo trouxesse medalhas, continuaríamos achando maravilhoso os planos de uma Confederação Brasileira de Atletismo, chefiada a 25 anos pelo mesmo presidente, Roberto Gesta de Melo. Estaríamos coroando um modelo que investe mal seus recursos - há relatórios do TCU que denunciam a má gestão nos gastos desta confederação fomentada como dinheiro da Caixa - que enclausurada no seu feudo em Manaus não viabilizou centro de treinamentos de qualidade, não investiu na massificação do esporte, sequer lutou por espaço das competições nacionais na mídia - vale lembrar que o atletismo é o carro chefe da audiência de qualquer evento multi esportivo internacional.
Se a natação melhorasse seu desempenho, com mais finais (três nadadores em cinco finais foi o que conseguimos) e mais medalhas, estaríamos passando cedro e coroa lustrados a um modelo gerenciado pelo mesmo presidente de confederação desde 1988, Coaracy Nunes Filho. Os clubes sãominguados, podendo dizer que Pinheiros e Minas de fato possuem estrutura para a natação em alto nível. Flamengo, infelizmente para o esporte, tem seus rompantes. Não há centros de excelência, não há renovação na natação feminina. Vive-se de ídolos como Thiago Pereira, Cesar Cielo, Kaio Márcio e Felipe Santos,os poucos com contínuos resultados internacionais expressivos nos últimos anos.
Nada seria mais doloroso do que a vitória do futebol feminino. Uma medalha de ouro seria uma justa premiação a atletas e profissionais batalhadores, desta que é a mais sofrida modalidade feminina do Brasil. Mas esqueçam o discurso de que isso faria o país dar os olhos ao futebol feminino. Não o fez quando teve resultados melhores que o masculino. O ouro serviria de opeáceo, enebriando os sentidos críticos e fazendo acreditar que nada precisa mudar.
Pelo futuro de nossos esportes, talvez, precisemos de um presente soturno.
Se Robert Scheidt e Bruno Prada conquistassem o ouro, como favas que eram contadas antes dos Jogos, continuaríamos com a impressão de que a Vela é um esporte de sucesso no Brasil.. Perder, neste caso, pode demonstrar como este esporte é jogado às traças. Não toquemos em seu recorte classicista, em seu valor simbólico, mas pensemos que os bons resultados do país na modalidade são fruto apenas de atleta acima da média como Scheidt e Prada ou mesmo do campeão mundial Bimba. A Confederação Brasileira de Vela sofreu intervenção nos últimos anos por má administração. Os atletas tem que caçar as migalhas e juntar suas moedas para as competições. Pouco se fala, mas o Brasil possuía uma outra grande dupla na Classe Star, mas Torben Grael pôs fim à parceria com Marcelo Ferreira - entre outros motivos - pela falta de investimento na Vela Olímpicas; preferiu o sucesso na Vela Oceânica.
Se o atletismo trouxesse medalhas, continuaríamos achando maravilhoso os planos de uma Confederação Brasileira de Atletismo, chefiada a 25 anos pelo mesmo presidente, Roberto Gesta de Melo. Estaríamos coroando um modelo que investe mal seus recursos - há relatórios do TCU que denunciam a má gestão nos gastos desta confederação fomentada como dinheiro da Caixa - que enclausurada no seu feudo em Manaus não viabilizou centro de treinamentos de qualidade, não investiu na massificação do esporte, sequer lutou por espaço das competições nacionais na mídia - vale lembrar que o atletismo é o carro chefe da audiência de qualquer evento multi esportivo internacional.
Se a natação melhorasse seu desempenho, com mais finais (três nadadores em cinco finais foi o que conseguimos) e mais medalhas, estaríamos passando cedro e coroa lustrados a um modelo gerenciado pelo mesmo presidente de confederação desde 1988, Coaracy Nunes Filho. Os clubes sãominguados, podendo dizer que Pinheiros e Minas de fato possuem estrutura para a natação em alto nível. Flamengo, infelizmente para o esporte, tem seus rompantes. Não há centros de excelência, não há renovação na natação feminina. Vive-se de ídolos como Thiago Pereira, Cesar Cielo, Kaio Márcio e Felipe Santos,os poucos com contínuos resultados internacionais expressivos nos últimos anos.
Nada seria mais doloroso do que a vitória do futebol feminino. Uma medalha de ouro seria uma justa premiação a atletas e profissionais batalhadores, desta que é a mais sofrida modalidade feminina do Brasil. Mas esqueçam o discurso de que isso faria o país dar os olhos ao futebol feminino. Não o fez quando teve resultados melhores que o masculino. O ouro serviria de opeáceo, enebriando os sentidos críticos e fazendo acreditar que nada precisa mudar.
Pelo futuro de nossos esportes, talvez, precisemos de um presente soturno.
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